A Esther me conheceu no casamento da irmã dela.

Eu trabalhei. Sentiu o que eu senti. E quando chegou a hora do dela, voltou.

Isso, pra mim, é tudo.

Quando a gente se encontrou pra conversar sobre o casamento deles, uma coisa ficou clara desde o início: eles não queriam um casamento qualquer. Queriam eles. A vibe deles, a essência deles, o jeito que eles ficam juntos quando ninguém está olhando.

E então me falaram do lugar.

E então eu falei sobre o horário.

Nascer do sol.

Outono.

Eu já sabia que seria inesquecível.

Tem algo no amanhecer que nenhuma outra luz do dia consegue imitar. É uma luz que não mente. Que não esconde. Que pega o rosto das pessoas e revela exatamente o que elas estão sentindo. E na manhã de outono, com o céu abrindo devagar e o frio ainda no ar, o que eu vi nos dois foi amor sem pressa. Do tipo que já sabe que chegou onde queria.

Ela estava linda.

Ele também.

E o mundo ao redor deles parecia ter sido pintado especialmente pra aquele dia — as cores do outono, a luz nascendo, o silêncio de quem ainda está acordado enquanto eles já estavam completos.

Se eu sinto, eu retrato.

E nesse amanhecer, senti cada segundo.

Casamentos