Fazia tempo que eu não via tanta gente com os olhos brilhando ao mesmo tempo.
Não era só emoção de casamento. Era reconhecimento. Cada pessoa já conhecia a história deles
os bastidores, o caminho, tudo o que aconteceu antes daquele altar.
E dava pra sentir isso no ar. Ninguém estava ali por obrigações. Estavam presentes. De alma.
Quando a Natália entrou, o Ramyro tocou violino de uma forma linda, ali tinha tecnica mais tinha algo a mais. Tinha emoção ao ver ela entrando eram um misto de emoções ao mesmo tempo.
No dia mais importante das suas vidas aquela musica tocava em todos. Eu acho que naquele momento ninguém respirou direito porque tem coisas que a gente não quer interromper nem com o ar que entra e sai.
E então o irmão do Ramyro celebrou seu casamento.
Tem uma diferença entre alguém que celebra um casamento e alguém que conhece aquele casamento. Ele sabia. Cada palavra é verdadeira porque era. Nenhum irmão consegue fingir quando fala do irmão que ama.
Foi íntimo do jeito mais bonito que essa palavra pode ser.
E eu fotografei cada lágrima sabendo que elas não precisavam de explicação. Cada uma carregava algo que ela só sabia nomear.
O peso do dia mais importante da vida. A leveza de finalmente chegar nele.
Todo aquele carinho ao redor dela era real.
Eu sinto.
E quando sinto, eu retrato.












































































